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4 de março de 2010
Música
na sala de aula
Escolas
devem implantar aulas de música na grade curricular
A
valorização do som e do silêncio, a real
noção de timbres, ritmos, intensidade e estilos.
A música pode ser ampla e detalhista ao mesmo tempo,
encantar platéias e motivar individualmente. Também
é capaz de distrair, comover e formar. A lei nº
11.769, de 2008, impõe que até agosto de 2011
toda escola particular ou privada deverá implantar
aulas de música na disciplina de Artes. A ideia não
é constituir músicos profissionais, mas trazer
benefícios através da prática e da teoria.
Ana Amélia do Nascimento, diretora de uma escola privada
de Maringá, se adiantou e implantou o ensino da música
há seis anos. Admite que cada faixa etária reage
de uma maneira ao estímulo musical. “Para as
crianças do ensino infantil, por exemplo, a música
colabora com a percepção e a coordenação.
Os alunos ficam mais calmos e concentrados”, explica
Ana Amélia. Do ensino infantil até a 4ª
série, a disciplina é obrigatória e consta
na grade curricular. “Os instrumentos e as partituras
são comprados junto com o material escolar”,
conta a diretora.
Os alunos de 5ª a 8ª participam das aulas em contraturno,
por enquanto para eles ainda é opcional. Somam 600
alunos que têm acesso ao ensino da música e a
oportunidade de desenvolver-se através dessa arte.
A universitária Flávia Amorim Evangelista, hoje
com 18 anos, aprendeu a tocar flauta durante o ensino fundamental.
“Eu tinha entre oito ou nove anos e criança gosta
de conhecer coisas novas, ter outras atividades. A flauta
me ajudou a ampliar meus conhecimentos, não descobri
nenhum dom, mas a música como um todo. É algo
que só me acrescentou, tanto culturalmente, socialmente
e mentalmente”, revela.
Benefícios
Os efeitos de melodias e harmonias na vida das pessoas
já foram constatados, inclusive, na área
da saúde. Pesquisas revelam que há benefícios
no tratamento contra a dor e no pós-operatório.
Agora
é a educação que extrai dessa
arte o que ela tem de melhor. Formado em música
pela UEM, professor de piano e violão, Geliel
Silva explica que a música não precisa
ser sempre funcional. “Ela promove o desenvolvimento
cultural, estético, intelectual e a socialização”,
considera. Com a inserção da música
na escola formal, Silva acredita que “haverá
uma maior valorização dos músicos
em geral”.
O modo de trabalhar a música na sala de aula
varia conforme o projeto político pedagógico
de cada instituição e também
com a formação e criatividade do educador.
“O professor tem que esquecer o lado tecnicista
da aula, é ilusão achar que todos sairão
dali tocando instrumentos”, observa Silva.
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Fonte
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