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26 de fevereiro de 2010

SMD vai de vento em popa
Criada pelo cantor brasilieiro Ralf, os lançamentos na mídia similar ao CD, supera os de todas as gravadoras juntas


Matéria destaca as muitas vantagens do SMD
 

Enquanto o CD e as grandes gravadoras amargam perdas de mais de 80%, o SMD (mídia similar ao CD) vai de vento em popa, superando de longe os lançamentos de todas as gravadoras juntas. Segundo seu criador, o cantor Ralf, o problema é a birra das gravadoras em não lançar seus artistas em produtos SMD, por divergências de idéias e opiniões das “Majors”.

“Acreditaram e apostaram muito cedo em um canal que ainda está em experiência para venda de música, chamado internet, que até então não tirou as grandes gravadoras do buraco”, alfineta Ralf, que acredita que é necessário o suporte físico e que só ficará no mercado fonográfico o seu produto (o SMD), pois o mesmo não é pirateado e alcança grandes vendagens por ser vendido (obrigatoriamente) no máximo por R$ 5,00 (o mesmo valor de um CD pirata).

Ralf acredita no fim das grandes gravadoras e que a tendência do mercado fonográfico é o trabalho em conjunto entre empresário, artista, selos e gravadoras independentes, o que já está acontecendo. Ainda segundo Ralf, toda essa estrutura ultrapassada gerou uma crise tão grande, que elas (Majors) não conseguem mais criar grandes artistas que realmente são vendedores de disco. “Se a humildade e a inteligência não prevalecer, adeus Majors”, comenta.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, os números foram inflados. Rosa afirma que a redução é “muito menor que os 80% apontados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica”. Por outro lado, Antônio Éboli, da Universal Music, afirma que essa é a realidade do país. Ou seja, nem eles se entendem...


Entrevista com Ralf, o criador do SMD

Como surgiu a idéia da criação do SMD?
R- A idéia surgiu à alguns anos atrás quando comprei uma fita cassete da Tracy Chapman com duas músicas por 2 dólares em Los Angeles. Percebi ali que poderia criar um produto mais barato. Neste momento a pirataria só existia na fita cassete. De lá até os dias de hoje as cópias ilegais (pirataria) vem destruindo artistas, gravadoras, selos e todos envolvidos neste processo. O Brasil já ocupa o quarto lugar na pirataria mundial , sendo na ordem China, Rússia, Índia e Brasil. Em 18 países já não existem mais gravadoras e os artistas sobrevivem somente de shows o que significa trabalho escravo.

Porque o SMD chega no mercado com um preço tão mais barato?
R- Com uma nova tecnologia, e um novo produto dei um novo preço ao disco, e o produto sendo meu dei o preço do pirata R$ 5,00 preço final para o consumidor, isto protegendo todos os direitos autorais (compositores, artistas e todos os outros).

Como você acha que ficará o suporte físico (disco) em tempos de Internet?
R- Existe bandas de gravadoras virtuais (Internet) que estão saindo em SMD, justamente pela falta do suporte físico (disco). Ao meu ver o suporte físico é insubstituível, a musica pode passar pela Internet, mas ela não acontece (concepção da música), primeiro pela Internet, ela vem de um suporte físico (o disco). Se fosse assim as grandes gravadoras não teriam acabado em 18 paises, e estariam faturando na Internet, o que não é verdade. Tem meios que são insubstituíveis, um deles é o radio. E falando em rádio, como vou fazer pra que as rádios baixem a minha música pela Internet? Ligando pra cada uma delas no Brasil inteiro e dizendo que já lancei o disco e por favor baixem a música numero tal, de tal site? Ou anunciando pela televisão? Quando vou fazer um show, depois de cantar todas as músicas, tenho que anunciar em que site estão as músicas? Eu não sou contra a tecnologia muito pelo contrario tenho outros inventos, mas já existiu o walk-man, disc-man e está na gaveta igual o Ipod. A evolução tem que te dar o direito de ouvir melhor do que você ouvia no passado, não é mesmo? E a pirataria na Internet já existe e é fato. E os direitos autorais como serão cobrados pelos artistas na Internet? O pirata ainda está aí ganhando, e exterminando todas as grandes gravadoras no mundo com este suporte físico, então, este suporte físico tem que existir só que legalmente e com um preço justo.

Desde que foi lançado, como está o SMD hoje?
R- O SMD foi lançado no mercado em março de 2005, e numericamente ele já supera lançamentos de novos artistas no mercado, em apenas 1 ano e 10 meses. Antes as grandes gravadoras lançavam por volta de 20 novos artistas por ano, hoje se quer lançam 2 artistas por ano, isto declarado por grandes produtores de disco. Novas gravadoras, novos selos e artistas independentes estão surgindo no mercado graças ao SMD. O mercado conseguiu perceber a importância do produto SMD para que a Arte não entre em extinção citando também a Arte de atuar pois existe o SMDV (semi metalic disc vídeo) que custa preço final para o consumidor oito reais (R$ 8,00). É um projeto de inclusão social e fácil acesso a cultura, e já está sendo exportado pra outros paises. Lembrando que as empresas multinacionais de maior faturamento no mercado mundial (telefonia, bancos e a indústria do R$ 1,99), “sobrevivem” muito bem de centavos. Esta patente foi reconhecida pela WIPO (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) de Genebra na Suíça.

O SMD está trazendo mais alguma novidade?
R- Sim, o Portal SMD no dia 29/08 fechou contrato de exclusividade para a fabricação dos produtos SMD com a Microservice, a maior fábrica da América Latina, e a primeira no Brasil. A Microservice detém mais de 40% do mercado de mídia digital.

Fonte: Portal SMD (Departamento de Imprensa)


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