SMD
vai de vento em popa Criada
pelo cantor brasilieiro Ralf, os lançamentos na mídia
similar ao CD, supera os de todas as gravadoras juntas
Matéria destaca as muitas vantagens do SMD
Enquanto
o CD e as grandes gravadoras amargam perdas de mais de 80%,
o SMD (mídia similar ao CD) vai de vento em popa, superando
de longe os lançamentos de todas as gravadoras juntas.
Segundo seu criador, o cantor Ralf, o problema é a
birra das gravadoras em não lançar seus artistas
em produtos SMD, por divergências de idéias e
opiniões das “Majors”.
“Acreditaram
e apostaram muito cedo em um canal que ainda está em
experiência para venda de música, chamado internet,
que até então não tirou as grandes gravadoras
do buraco”, alfineta Ralf, que acredita que é
necessário o suporte físico e que só
ficará no mercado fonográfico o seu produto
(o SMD), pois o mesmo não é pirateado e alcança
grandes vendagens por ser vendido (obrigatoriamente) no máximo
por R$ 5,00 (o mesmo valor de um CD pirata).
Ralf
acredita no fim das grandes gravadoras e que a tendência
do mercado fonográfico é o trabalho em conjunto
entre empresário, artista, selos e gravadoras independentes,
o que já está acontecendo. Ainda segundo Ralf,
toda essa estrutura ultrapassada gerou uma crise tão
grande, que elas (Majors) não conseguem mais criar
grandes artistas que realmente são vendedores de disco.
“Se a humildade e a inteligência não prevalecer,
adeus Majors”, comenta.
Para o presidente da Associação Brasileira dos
Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, os números
foram inflados. Rosa afirma que a redução é
“muito menor que os 80% apontados pela Federação
Internacional da Indústria Fonográfica”.
Por outro lado, Antônio Éboli, da Universal Music,
afirma que essa é a realidade do país. Ou seja,
nem eles se entendem...
Entrevista
com Ralf, o criador do SMD
Como
surgiu a idéia da criação do SMD?
R- A idéia surgiu à alguns anos atrás
quando comprei uma fita cassete da Tracy Chapman com duas
músicas por 2 dólares em Los Angeles. Percebi
ali que poderia criar um produto mais barato. Neste momento
a pirataria só existia na fita cassete. De lá
até os dias de hoje as cópias ilegais (pirataria)
vem destruindo artistas, gravadoras, selos e todos envolvidos
neste processo. O Brasil já ocupa o quarto lugar na
pirataria mundial , sendo na ordem China, Rússia, Índia
e Brasil. Em 18 países já não existem
mais gravadoras e os artistas sobrevivem somente de shows
o que significa trabalho escravo.
Porque
o SMD chega no mercado com um preço tão mais
barato?
R- Com uma nova tecnologia, e um novo produto dei um novo
preço ao disco, e o produto sendo meu dei o preço
do pirata R$ 5,00 preço final para o consumidor, isto
protegendo todos os direitos autorais (compositores, artistas
e todos os outros).
Como
você acha que ficará o suporte físico
(disco) em tempos de Internet?
R- Existe bandas de gravadoras virtuais (Internet) que estão
saindo em SMD, justamente pela falta do suporte físico
(disco). Ao meu ver o suporte físico é insubstituível,
a musica pode passar pela Internet, mas ela não acontece
(concepção da música), primeiro pela
Internet, ela vem de um suporte físico (o disco). Se
fosse assim as grandes gravadoras não teriam acabado
em 18 paises, e estariam faturando na Internet, o que não
é verdade. Tem meios que são insubstituíveis,
um deles é o radio. E falando em rádio, como
vou fazer pra que as rádios baixem a minha música
pela Internet? Ligando pra cada uma delas no Brasil inteiro
e dizendo que já lancei o disco e por favor baixem
a música numero tal, de tal site? Ou anunciando pela
televisão? Quando vou fazer um show, depois de cantar
todas as músicas, tenho que anunciar em que site estão
as músicas? Eu não sou contra a tecnologia muito
pelo contrario tenho outros inventos, mas já existiu
o walk-man, disc-man e está na gaveta igual o Ipod.
A evolução tem que te dar o direito de ouvir
melhor do que você ouvia no passado, não é
mesmo? E a pirataria na Internet já existe e é
fato. E os direitos autorais como serão cobrados pelos
artistas na Internet? O pirata ainda está aí
ganhando, e exterminando todas as grandes gravadoras no mundo
com este suporte físico, então, este suporte
físico tem que existir só que legalmente e com
um preço justo.
Desde
que foi lançado, como está o SMD hoje?
R- O SMD foi lançado no mercado em março de
2005, e numericamente ele já supera lançamentos
de novos artistas no mercado, em apenas 1 ano e 10 meses.
Antes as grandes gravadoras lançavam por volta de 20
novos artistas por ano, hoje se quer lançam 2 artistas
por ano, isto declarado por grandes produtores de disco. Novas
gravadoras, novos selos e artistas independentes estão
surgindo no mercado graças ao SMD. O mercado conseguiu
perceber a importância do produto SMD para que a Arte
não entre em extinção citando também
a Arte de atuar pois existe o SMDV (semi metalic disc vídeo)
que custa preço final para o consumidor oito reais
(R$ 8,00). É um projeto de inclusão social e
fácil acesso a cultura, e já está sendo
exportado pra outros paises. Lembrando que as empresas multinacionais
de maior faturamento no mercado mundial (telefonia, bancos
e a indústria do R$ 1,99), “sobrevivem”
muito bem de centavos. Esta patente foi reconhecida pela WIPO
(Organização Mundial de Propriedade Intelectual)
de Genebra na Suíça.
O
SMD está trazendo mais alguma novidade?
R- Sim, o Portal SMD no dia 29/08 fechou contrato de exclusividade
para a fabricação dos produtos SMD com a Microservice,
a maior fábrica da América Latina, e a primeira
no Brasil. A Microservice detém mais de 40% do mercado
de mídia digital.